Compartilhar localização por link, sem aplicativo

Como funciona o compartilhamento de localização pelo navegador sem instalar nada, a precisão que você pode esperar e os recursos de reserva quando o GPS está desligado.

Por Alex Morin · Publicado · 7 min de leitura

Um pedido de localização funciona sem aplicativo porque todo navegador móvel atual já sabe ler uma localização e compartilhá-la. O PingLocate só dá a essa capacidade integrada um lugar para onde enviar o resultado. Este guia explica o que acontece dentro do navegador e qual é a precisão do resultado.

Quando você envia um ping, a outra pessoa recebe um link que abre uma página web pequena. Essa página pede permissão de localização ao navegador. Assim que a pessoa aprova, o navegador consegue ler o GPS, as redes Wi-Fi e os dados de torres do aparelho, então produz uma localização sem nenhum aplicativo instalado, e a página devolve um único ponto.

É o mesmo mecanismo que um site de previsão do tempo ou um localizador de lojas usa quando pergunta “permitir que este site use sua localização?”. Ele é embutido no navegador, e é por isso que nada precisa ser baixado.

O link em si é comum. É um endereço web que identifica um pedido, e não carrega nada sobre quem envia nem nada que rode sozinho no celular. O que ele faz é dar à pessoa uma página onde o navegador se dispõe a pedir uma localização em nome dela.

O que acontece entre o toque e o ponto

O intervalo entre o toque e o ponto no seu mapa é curto, e cada passo dele envolve a pessoa que segura o celular, não você.

  1. Ela toca no link, e o navegador carrega a página. Nada foi compartilhado ainda.
  2. A página pede permissão ao navegador, e o navegador coloca o aviso na tela. No iOS ele vem do Safari, e no Android do Chrome ou do navegador padrão. O aviso pertence ao celular, e o PingLocate não consegue respondê-lo.
  3. Se ela permitir, o navegador lê a posição do aparelho uma vez, usando os métodos disponíveis naquele momento.
  4. O navegador entrega essa leitura à página, e a página a devolve como um único ponto com a margem de precisão.
  5. O ponto aparece no seu mapa. Nada além disso é coletado.

O terceiro passo explica quase todos os limites deste guia. A leitura é uma foto tirada em um momento, e vale apenas o que a estimativa do próprio celular vale. O navegador não melhora essa estimativa, e o PingLocate também não.

Precisão: GPS contra o recurso de reserva da rede

A precisão depende do que o celular consegue acessar naquele momento. Com o GPS ligado, o ponto compartilhado costuma ficar na casa das dezenas de metros. Sem GPS, o navegador cai para uma estimativa de rede baseada em Wi-Fi e torres de celular, que fica no máximo em nível de cidade e normalmente tem margem de cerca de 5 quilômetros. Um aparelho com a localização desligada produz apenas a estimativa grosseira da rede.

Os três métodos por trás dessa margem falham em lugares diferentes. Os satélites dão a leitura mais precisa e precisam de vista para o céu, então são fortes em uma rua aberta e fracos em ambientes fechados. O posicionamento por Wi-Fi funciona dentro de prédios, onde os satélites penam, porque o aparelho compara as redes ao redor com um banco de dados de localizações conhecidas. As torres de celular são o mais grosseiro dos três, já que uma torre pode estar a vários quilômetros, e é por isso que o recurso de reserva fica no máximo em nível de cidade.

O PingLocate mostra uma margem de precisão em cada resultado, para você saber se está olhando para uma esquina ou para um bairro inteiro. A mesma pessoa pode compartilhar um ponto de dezenas de metros na rua e um círculo largo sobre a cidade na hora seguinte, porque as condições mudaram, não a pessoa.

Um exemplo prático: a entrega no portão

Um entregador está levando um pacote para um condomínio grande e não encontra o seu bloco. Ele liga e descreve um portão que você não reconhece, e vocês dois vão e voltam sem chegar a lugar nenhum.

Você envia um pedido para o número dele. Ele toca no link, aparece o aviso do navegador e ele permite. Volta um ponto na outra ponta do condomínio com uma margem de dezenas de metros, perto o bastante para ir a pé. A troca leva menos tempo do que a ligação levou.

O mesmo pedido funciona quando acontece o contrário. Suponha que ele toque no link dentro de uma escada, onde o celular não vê o céu. O ponto volta com uma margem de cerca de 5 quilômetros que cobre boa parte do condomínio e das ruas ao redor. Isso não é um resultado falho: é um resultado honesto, e indica que ele está por perto, e não do outro lado da cidade. Se você precisa de um ponto mais preciso, peça para ele sair e envie o pedido de novo.

Quando um link não produz nada, a causa costuma ser uma de um conjunto pequeno de coisas, e cada uma tem resposta.

  • Ela recusou o aviso. Nada é compartilhado, e não há como anular, nem do seu lado nem do nosso.
  • Ela fechou a página antes de responder. Em alguns celulares o aviso some junto com a página, então avisar que um aviso vai aparecer ajuda.
  • Ele abriu dentro de outro aplicativo. Um visualizador embutido pode não conseguir pedir a localização, então abrir o link no navegador costuma resolver.
  • A localização está desligada no celular. A permissão do navegador pode ser aceita mesmo com o ajuste de localização do aparelho desligado, e então a leitura cai para uma estimativa de rede em nível de cidade.
  • O celular está sem conexão. A página não abre sem dados. O link do pedido não expira, então pode ser respondido quando o celular se reconectar.
  • O número é de um telefone fixo ou mudou de dono. Um fixo não abre um link, e um número reatribuído chega a quem o tem agora.

Nenhuma dessas é uma falha do link. São todas situações em que a pessoa não pôde ou não quis responder.

O que você consegue e não consegue ver

Você vê o ponto que ela compartilhou, no momento em que compartilhou, junto com a margem de precisão. Você não vê um rastro ao vivo, o histórico de mensagens dela nem qualquer outra coisa no celular. Não há acesso em segundo plano nem rastreamento contínuo.

Vale repetir isso porque algumas ferramentas sugerem o contrário. Um pedido de localização é uma foto, não vigilância. Uma visão contínua de um aparelho é um produto com aplicativo e o próprio modelo de permissão.

Por que não ter aplicativo importa

O formato sem aplicativo importa por dois motivos. Primeiro, ele remove a fricção que mata pedidos: a pessoa não precisa visitar uma loja de aplicativos, criar uma conta nem confiar em um instalador. Segundo, ele remove o risco. Pedir que alguém instale um programa para que você possa encontrá-la é um sinal de alerta, e com razão.

É essa simplicidade que faz sentido. Um pedido fácil de recusar também é fácil de confiar. Se você quer ver o fluxo do pedido de ponta a ponta, leia como funciona um pedido de localização.

Um aplicativo de localização e um link foram feitos para perguntas diferentes. Um aplicativo com permissão contínua consegue mostrar movimento ao longo do tempo, que é o formato certo para um acordo fixo, como uma família que quer se ver ao longo do dia. Ele pede mais em troca: uma instalação no celular, uma conta e uma permissão que continua aberta depois que o aplicativo é fechado.

Um link não pede nada disso. Ele responde a uma pergunta, em um momento, e depois acaba. Não consegue mostrar para onde a pessoa vai em seguida, porque não sobra nada no celular para informar. É por isso que um link é fácil de aceitar: a pessoa vê exatamente quanto está abrindo mão, e é um único ponto, não uma linha aberta.

Para o seu próprio aparelho, nenhum dos dois é necessário. O localizador integrado no iOS e no Android está vinculado à sua conta e não precisa do toque de ninguém.